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Artigo técnicoCalcário, a salvação da lavoura.
É comum associarmos ganhos de produtividade agrícola a novas descobertas tecnológicas, tanto no campo da mecanização quanto no campo da biotecnologia. Essa associação produtividade e alta tecnologia está correta, porém, em tempos de busca de maior rentabilidade, uma das práticas agrícolas mais indicadas, de menor custo e de melhor retorno econômico ao produtor rural é a calagem, tradicional técnica de aplicação de calcário que corrige a acidez de nossos solos.
A acidez do solo constitui uma das principais barreiras à produtividade agrícola e pode ser definida como uma limitação no solo pela presença de elementos tóxicos, como hidrogênio e alumínio, ao desenvolvimento das raízes das plantas.
Enquanto nós nos alimentamos pela boca, as plantas nutrem-se dos sais minerais e da água através das raízes. A acidez do solo afeta diretamente a boca da planta e planta mal nutrida torna-se sinônimo de planta pouco produtiva.
Um levantamento realizado pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, na década de 80, concluiu que praticamente todos os solos do Estado de São Paulo apresentam algum grau de acidez, variando de leve a grave.
Para se determinar esse grau de acidez, é imprescindível que o produtor rural faça a análise do solo de sua propriedade, consultando um agrônomo para receber orientações de como retirar as amostras e enviá-las a um laboratório de confiança.
O calcário, além de corrigir a acidez do solo, permitindo o desenvolvimento do sistema radicular da planta, adiciona ao solo cálcio e magnésio, dois nutrientes bastante exigidos pelas culturas em geral.
Deve-se ressaltar que o calcário está diretamente ligado à eficiência da adubação, pois em condições de solo ácido, mesmo os nutrientes fornecidos pelo adubo tornam-se indisponíveis para a planta.
Estudos desenvolvidos pela EMBRAPA mostram que até 60% do adubo pode ser perdido quando aplicado em solos ácidos. Não vale a pena sacrificar um produto de alto custo deixando de usar o calcário, que representa, para a maioria das culturas, cerca de apenas 3% do custo de produção.
O custo do calcário torna-se maior quanto mais longe estiver a propriedade do moinho onde ele é produzido, em função do frete. Nesse quesito, Limeira apresenta característica privilegiada por contar com empresa produtora tradicional no ramo, beneficiando produtores próximos com produto de qualidade e preço facilitado pela proximidade.
Eng. Agrônomo Júlio César Assad de Mello. Mestre em Agricultura pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP/Campus de Botucatu. EMBRACAL – Calcário Cruzeiro. Fones: (19) 3451 5001 – 3451 6020. Avenida Cônego Manoel Alves n° 2.555 – Pq. Abílio Pedro – Limeira – SP.
